Domingo, 13 de Janeiro de 2008

Governo beneficia grupos privados - Ofensiva contra os serviços públicos de saúde

Insensível aos inúmeros e graves problemas que tem causado, o Governo, por intermédio do Ministério da Saúde, presenteou milhares de utentes com novos encerramentos de serviços de saúde, nomeadamente em Alijó, Murça, Vila Pouca de Aguiar e Chaves. Com os argumenos habituais da melhoria dos serviços e redução de custos, ambos de muito duvidosa verdade, o Executivo PS continua assim a criar condições para a privatização gradual dos serviços de saúde que ainda funcionam no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com custos financeiros a recaírem sobre os utentes e respectivas famílias de menores recursos financeiros.

Ao todo, sem contar com os demais encerramentos no resto do País, o Governo PS condenou, com esta medida, cerca de 43 mil habitantes, residentes em 52 freguesias dos concelhos de Alijó, Murça, Ribeira de Pena e Vila Pouca de Aguiar, numa área de 1141 quilómetros quadrados, ficando muitas destas populações sem qualquer apoio à saúde no nocturno da noite e a mais de 50 quilómetros quer do Hospital de Vila Real quer do Hospital de Chaves.
Esta onda de encerramentos vai ainda prejudicar mais de 40 mil habitantes residentes em 29 freguesias dos concelhos de Peso da Régua, Mesão Frio e Santa Marta de Penaguião, numa área de 200 quilómetros quadrados, que vão deixar de ter serviço de urgência.
Por fim, mas não menos importante, cerca de 100 mil habitantes residentes em 157 freguesias (mais de metade do distrito de Vila Real) dos concelhos de Chaves, Boticas, Montalegre, Ribeira da Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar, numa área de três mil quilómetros quadrados, perdem a sua maternidade, ficando muitas destas populações a mais de 100 quilómetros do Hospital de Vila Real.
A agravar a situação, o encerramento da Maternidade do Hospital de Chaves arrastará a despromoção do seu serviço de urgência médico/cirúrgica e ao encerramento de outros serviços, com tendência para a perda de mais serviço público e de postos de trabalho, criando mais dificuldades não só na saúde mas também no desenvolvimento económico da região do Alto Tâmega.
«O encerramento destes serviços de saúde e a sua concentração em Vila Real é, por um lado, um atentado à saúde dos transmontanos e durienses e, por outro, sabendo-se que o Hospital de Vila Real não responderá a tal concentração, representa a promoção da privatização da saúde enviando-a para o “Hotel do Parque” onde está anunciado o novo hospital privado de Vila Real e para o hospital privado previsto para Chaves, favorecendo assim os grupos privados de saúde, à custa da saúde das populações e dos dinheiros públicos que os protocolos legalizarão», acusa, em conferência de imprensa realizada na passada semana, o PCP de Vila Real.
Para os comunistas esta é «uma criminosa política de saúde do Governo», que concorre para criar «mais dificuldades à região de Trás-os-Montes e Alto Douro, na luta pela sua sustentabilidade e desenvolvimento».
«Depois do encerramento de escolas e outros serviços públicos, os anunciados encerramentos da área da justiça/tribunais, segurança/postos da GNR e Segurança Social, o encerramento dos serviços de saúde é um poderoso contributo para aumentar as assimetrias regionais, acelarar a desertificação e agravar a coesão económica, social e territorial, pondo em causa o futuro da região», acrescenta o PCP, responsabilizando o PS e o PSD, que detém o Poder Local e os deputados eleitos pela região, «pelo deixar andar, pelas suas cumplicidades, ilusões e hesitações quanto às “boas” intenções do Governo».

Jornal Avante - 10/Jan/2008
publicado por pcpdiagonal às 11:05

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